(prepare o fôlego para nariz-de-cera nada básico)
Uma vez, quando eu tinha uns 18, 19 anos, estava brincado com meu irmão e um grande amigo nosso. A pergunta na roda era a seguinte: “se você pudesse ser outra pessoa, quem seria?” Pensei um pouco e respondi que queria ser a Helen Fielding, logo na seqüência, meu irmão falou que queria ser algum astro do futebol e o Pedro falou que queria ser Eisntein . Quando eles souberam quem era Helen Fielding – que é a escritora dos livros de Bridget Jones- começaram a tirar onda com minha cara:
- Pô, pensa mais alto.
- É, que humilde...
Na época, comecei a pensar ‘porque escolhi uma coisa tão simples? Que humildade mais idiota’. Mas agora lembrando desta história, vejo que, na verdade, fui a pessoa menos modesta da roda. Meu irmão joga bola mega bem, mas já passou da idade de ser o novo Romário. O Pedro é formado em física e um cara inteligente, mas nunca será um Eisntein. Já eu, respondi que queria ser a Helen Fielding porque REALMENTE acredito que possa a ser uma escritora de livros pop românticos. Bom, pelo menos é bem mais fácil do que descobrir uma nova teoria da relatividade.
E é por isso que eu gosto do Nick Horby (ahá, finalmente chegamos ao assunto do post!!!). O cara é um dos meus autores preferidos de todos os tempos. Isso porque ele escreve de um jeito simples e genial. Faz parecer fácil, sabe? Lembro que quando li seu primeiro livro pensei “gente, que legal! Eu quero fazer isso também!”
De Alta Fidelidade até Uma Longa Queda posso dizer que todos os livros do cara mexeram comigo. E de um jeito gostoso, leve, mas nada despretensioso, não. Todos os livros têm uma grande carga de emoção por traz.
E o último livro dele não é diferente. Em Slam (que eu li primeiro lálálá – às vezes é muito bom ser jornalista) o personagem principal se chama Sam tem 18 anos e conta sua história recente. Fã de skate e de Tony Hawk, aos 16 anos ele descobre que sua namorada está grávida e que sua vida vai passar a ter muito mais responsabilidades e problemas. Cheio de referencias pop, o livro tem o melhor estilo Nick Horby, Helen Fielding e, espero um dia, Bárbara dos Anjos Lima: uma história simples e cotidiana mas cheia de grandes lições e boas reflexões sobre a vida.
Leia um trecho do livro aqui, com os agradecimentos à revista VEJA.

2 eu calo, tu falas:
Juro que eu comcei a ler o post e não percebi que foi você quem escreveu.
hahaha
tu me disse ontem, vê no meu blog o trecho do livro do Nick Hornby.
Eu vim acreditando que o trecho estivesse aqui e não no link. haha
comecei a ler e nem me toquei até a hora que você disse ter chegado no assunto do post.
sim, eu sou panaca as vezes.
DUH
ninguém perguntou rs.
Ótimo texto, e ainda hoje me surpreendo com a tua modéstia (característica esta que não é muito Límica). Pois bem, acho que ainda é tempo de o Pedro ser um Einsten (não Einsten né), mas alguma teoria ele pode criar, quanto à mim, não serei nenhum craque do futebol mas ainda lançarei ao mercado um novo craque, seja filho ou SOBRINHO meu, o que vier antes...hehehe. Tu Bárbara dos Anjos da Silva Lima, está a um passo de ser uma escritora de best-seller, é só escrever. Sou teu fã.
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