Friday, December 04, 2009

2009: ano da Taylor Swift

Ontem um jornalista me ligou pedindo pra eu indicar dois artistas que foram os destaques jovens 2009. Logo de cara já pensei em uma: Taylor Swift.

Cara, eu adooooro a Taylor Swif! Acho ela inteligente, fofa, estilosa e bonita. O álbum Fearless, que ela lançou no final de 2008 , é uma das minhas trilhas preferidas pra trabalhar. Programo ele todinho no Itunes, coloco meus fones e consigo me concentrar. Se, por acaso, tu é do tipo que tem preconceito com música pop (me recuso a classificar a cantora como country), eu peço, por favor, só preste atenção nas letras dela.

Na música Fifteen, por exemplo, ela fala sobre a vida do Ensino Médio e descreve os sonhos e desenhos de uma menina de 15 anos no primeiro dia de aula. Em um certo momento, Taylor canta:

“In your life you'll do things greater than dating the boy on the football team”
“Na sua vida você fará coisas mais importantes do que namorar um menino do time de futebol”

Pode parecer bobo, mas acho que essa é uma das lições mais legais que uma menina pode aprender sobre relacionamentos. Quando a gente tem essa idade, às vezes é difícil pensar que vamos gostar de outros caras. Mas eu garanto que, adaptando a letra da música Olhos nos Olhos do Chico Buarque, outros homens vão te amar, bem mais e melhor. Pode ter certeza.


Acho que não vai ser difícil, mas para convencer o tal jornalista que 2009 foi o ano da Taylor, posso dizer que este ano cantora americana ganhou dezenas de prêmios mundo afora, entre eles cinco American Music Awards (um deles de artista do ano!), dois Teen Choice e um VMA – aquele que o Kanye West achou que quem merecia era a Beyoncé. Ah! E ela ainda está namorando o Taylor Lautner, o lobo Jacob, do filme febre Crepúsculo!

Agora falta mais um artista pra indicar... Quero indicar um menino. Pensei no Fiuk e no Justin Bieber. O que vocês acham?

Monday, June 16, 2008

I don't feel quite like myself these days...

E leio meu horóscopo, que diz:

As comunicações estarão truncadas, com a conexão tensa entre Saturno e Lua. Bom momento para elaborar suas emoções, encarar medos e inseguranças. Fortaleça a auto-estima antes de enfrentar os desafios cotidianos.

Veremos...

Monday, June 02, 2008

Frio, chuva e música boa!

Parecia que estávamos em Londres. O dia estava cinza e nublado, feio mesmo. No começo da tarde ameaçou abrir, mas quando chegamos ao Parque Villa Lobos uma chuva fina insistia em cair.

Capas de chuva, sombrinhas, casacos e cachecóis. Todo mundo se protegia como podia. Mas ninguém ia embora. Alguns até sugeriram que voltássemos para casa para entrar de baixo de cobertas quentes logo após o show do Herbie Hancock – que estava nota, humm, 6,5 – mas eu fiz parte do coro de heróis da resistência. “Vamos só ver uma música da Macy Gray, vai. Já estamos aqui mesmo.”

Quando a cantora apareceu no palco, de vestido vermelho e black power armado, a maioria das pessoas até esqueceu que tinha pensando em ir embora. Embalando um hit atrás do outro, com ótimas backing vocals, a show foi tão bom que fez até a chuva parar.

Saudando todas as “sexy people” do Brasil, Macy vez uma versão descolada de Creep, do Radiohead e um mix com trechos de sucessos pop como Da ya think I'm sexy, de Rod Stewart, Groove is in the heart e No Woman No cry, do Bob Marley.

E, já quase no final do show, quando ela cantou I Try, admito: me arrepiei pra caramba!
Que música mais fofa!

Eram um pouco depois das 18h quando começamos a voltar pra casa. O frio estava de castigar e já incrivelmente escuro, para o horário, mas eu estava tri feliz de ter saído de casa! O show da Macy Gray suuuuper valeu e a pena! E o melhor de tudo: foi de graça!

Assiste o trecho que ela canta I Try, que eu já achei no Youtube, e se emociona comigo, vai?

Friday, May 30, 2008

Consultório sentimental da Dona Bárbara


Acho que a maioria das pessoas que lê este blog (não são tantas assim) sabem que eu trabalho na revista CAPRICHO. Sou repórter de entretenimento, mas tem uma sessão da revista que toda a redação pode ser "convocada" a participar. Chama-se Terapia de grupo e funciona assim: uma leitora manda uma dúvida ou problema pessoal e várias pessoas tentam ajudá-lá, entre essas uma "mulher experiente".
Eu devou ser uma boa conselheira porque já fui escalada algumas vezes para ser essa "mulher experiente". Adoro. É engraçado, porque me lembro que, quando estava no colégio, fiz um teste vocacional e, além de jornalimo, conselheira matriomonial era uma das profissões sugeridas. Então, gente, só tenho uma coisa para dizer: isso é tipo uma vocação minha, mesmo! hahahaha
Bom, mas na última edição da revista o problema era esse:

No ano passado, conheci um menino novo na escola, o X, e acabei me tornando amiga dele. Até aí tudo bem, nós éramos só amigos e eu não sentia nada por ele além de amizade. Acabei me apaixonando por ele, e pior, eu estou namorando.Pedi pra ficar com ele e ele disse que nem rola, porque ele tem medo de estragar a amizade, que tem medo de que a gente não se olhe mais com os mesmos olhos e que, além disso, que eu tô namorando. O que faço? Devo terminar meu namoro e tentar conquistá-lo, ou é melhor esquecê-lo? Continuo dando em cima dele ou esqueço essa história? Está muito difícil esquecê-lo, já que ele é muito meu amigo e o vejo todo dia, na minha turma de amigos. Preciso de um conselho! beijos Elisa M."

E este foi meu conselho:
Bom, uma coisa de cada vez, Elisa. Primeiro termine com seu namorado. Você não gosta mais dele é não é honesto continuar nesse relacionamento. Além do mais, solteira você pode dedicar toda sua energia para conquistar seu amigo. Ao ver que você terminou o namoro, ele vai perceber que você está falando sério quando diz que gosta dele. Sobre a preocupação dele de estragar a amizade, você pode dizer que essa amizade já estragou. Você não o vê mais como amigo e sim com um namorado em potencial. É só solteira você pode focar suas energias em fazer disso realidade!

*** O que vocês acharam? Sou uma boa conselheira amorosa? Vocês tem alguma dúvida sentimental? Me mandem! Promento tentar ajudar...

Thursday, May 29, 2008

Porque é (muito) divertido trabalhar na CAPRICHO

Hoje de manhã, os meninos da Superinteressante chegaram an redação com uma novidade: testar o Nintendo Wiifit, aquele novo videogame que junta exercício físico e jogos.
É isso mesmo: você emagrece brincando, literalmente!!!
Eu, claro, não resisti e fiz um teste.
Querem saber? Adorei!
E, no final, saí cansada: DE VERDADE!

Querem ver minha perfomance?
Olha aí:


Agora, já estou juntando dinheiro pra comprar o meu!
E vocês, gostaram?

Tuesday, May 20, 2008

A volta de Barrados no Baile!

Tá, não é a “voooolta de Barrados” de verdade.
Não é uma série com as aventuras de Brendon e Brenda, 20 anos depois.
(até porque, ninguém consegue trabalhar com a bitch Shannen Doherty duas vezes)
O elenco é novo, os personagens também.
Mas a pegada é a mesma: o dia-a-dia de jovens riquinhos de Beverly Hills. As roupas coloridas seguem as mesmas e estilo glamuroso nos cabelos e das roupas também.

Barrados era o típico seriado que era ruim mas era bom. Era meio brega e cheio de clichês, mas tinha aquela coisa que faz uma novela bombar: muuuitos barracos e pegação! É isso faz a gente gostar de ver esse tipo de seriados, vai dizer? Pode ser num hospital, num escritório de advogados ou em algum colégio qualquer. O que a gente quer é ver o circo pegar fogo!

Eu estou com um misto de curiosidade e pé atrás com essa nova série. Eles querem ser “mais ousados, picantes e provocativos” que o 90210 dos anos 90. Mas, para falar a verdade, a única evolução que eu senti foi ter um negro no elenco. Veremos...

Enquanto isso, o trailer da nova série:



O que vocês acharam?


Friday, May 16, 2008

"A melhor profissão do mundo"

Até na academia podem acontecer surpresas intelectuais. Hoje eu estava em uma das minhas sessões de caminhada sem sair do lugar na esteira e resolvi começar a ler, um dos meus artifícios para fazer o tempo passar "mais rápido". Por sugestão da Fernanda, estagiária da CAPRICHO, comecei a ler uma reportagem um pouco antiga da revista Época. “É tão boa que pedi para levar a revista pra casa para ter minar de ler” me garantiu a Fê.

Na verdade, quando ela começou a falar que tinha lido uma reportagem genial na revista semanal da Globo, imediatamente pensei que deveria ser algo escrito pela Eliane Brum. Eliane é gaucha e minha vizinha lá em Porto Alegre. Bom, para falar a verdade, agora que eu moro em São Paulo e ela no Rio, melhor dizer que minha mãe é vizinha da filha dela.

Não lembro muito bem quando descobri que a moça bonita que morava na frente de casa com uma filha que mais parecia sua irmã era A Elaine Brum. Com certeza eu já estava na faculdade de Jornalismo. Com certeza eu já tinha lido sua matéria para a Zero Hora sobre os “tartarugas ninjas”, meninos de rua que moravam nos esgotos de Porto Alegre. Só sei que passei a perceber que toda vez que eu via uma reportagem incrível na Época o nome dela estava junto. Da reportagem sobre os cartórios e as “Stephanies” filhas de Zé das Silva até a matéria que virou assunto em 9 entre 10 rodas em fevereiro deste ano: Suicidio.com, sobre o meninos de 16 anos que se matou com a ajuda de “amigos” virtuais.

A reportagem que li na esteira hoje à noite – e que, se não o fez o tempo passar mais rápido, pelo menos fez ele ser mais proveitoso- narrava uma aventura pessoal da jornalista. Ela se “Internou” em um retiro de meditação por dez dias. O processo incluía ficar sem falar, ler ou escrever durante todo o período e ficar uma centena de horas imóvel, em posição de lótus. Tudo com o objetivo de “mudar o funcionamento da mente para eliminar o sofrimento”.
É um texto gigante, descritivo, emocional e cheio de bom jornalismo. Uma de suas conclusões finais, quase me fez tropeçar na esteira, de tanta impacto que me causou:

"E há também uma necessidade de sentir. Nossa época acredita que é possível viver sem sentir nenhum tipo de dor, física ou psíquica. Não ter dor se tornou quase um direito. Basta uma pontada na cabeça, que já corremos a tomar uma pílula. Basta uma tristeza real, para que imediatamente nos ofereçam um antidepressivo. Não queremos menstruar nem ter dor de parto, qualquer desentendimento com o chefe acaba com nosso dia, desistimos de um amor no primeiro percalço, por acreditar que merecemos a felicidade eterna. Não podemos nem sentir calor ou frio, para isso há ar-condicionado. Parece que não queremos é viver. Descobri no retiro que muita gente pressente que há demasiadas falsas promessas em sua vida."

Em 2006 ela lançou um livro chamado A vida que ninguém vê - uma coletânea de suas reportagens. E teve uma sessão de autógrafos na qual fui convidada, mas como já estava morando aqui em São Paulo, não pode ir. Minha mãe, muito fofa (obrigada, mã!), foi. E saiu de lá com um exemplar do livro para mim, devidamente autografado com seguintes palavras: “ Para Bárbara, boa sorte da melhor profissão do mundo”. Simples e lindo, como uma boa dedicatória sempre deseja ser.

Acho que Elaine Brum é uma das jornalistas que estudantes de jornalismo devem conhecer. Que devem receber xeroxs dos textos dela de professores empolgados pedindo que leiam e avaliem os grandes momentos. Elaine é, enfim, uma jornalista para entrar na história.

Talvez eu devesse ter aproveitado mais o tempo que ela morava em frente à minha casa. Quem sabe pedir uma xícara de açúcar emprestada e forçá-la a me contar suas histórias. Mas tudo bem. Com seus textos e esta dedicatória, eu já fico mais que satisfeita.

Para ler a reportagem completa clique aqui.